Foto: Sotheby´s Images

O comprador raramente paga apenas o valor pelo qual ele deu o lance vencedor. Ao preço do martelo, somam-se:

_Buyer’s Premium (Prêmio de Comprador)
É a taxa mais conhecida. Funciona como uma porcentagem adicional aplicada ao valor final do lance. Essa porcentagem varia conforme a casa de leilões e o valor da obra. Exemplo real: valores mais baixos costumam ter uma porcentagem maior; conforme o preço sobe, a porcentagem diminui gradualmente.

_Impostos e encargos locais
Dependendo do país e do local de entrega, podem ser cobrados impostos sobre o valor do martelo, sobre o prêmio de comprador ou sobre ambos. Em regiões da Europa, por exemplo, obras revendidas podem estar sujeitas ao chamado “direito de revenda do artista”, que repassa parte do valor ao artista ou à sua família.

_Logística e transporte
Frete especializado, embalagem museológica, seguro durante o transporte e armazenagem podem representar uma parte importante do custo total. Para obras que atravessam fronteiras, ainda entram impostos de importação e exportação.

_Conclusão para compradores:
A pergunta certa nunca é “quanto a obra foi arrematada?”, mas sim: qual é o custo total para colocar essa obra na parede?

Foto: Sotheby´s Images

Para quem vende: o valor recebido nem sempre é o valor anunciado

Quem consigna uma obra para leilão também paga taxas e acorda termos específicos.

Comissão do Vendedor (Seller’s Commission)
_É uma porcentagem sobre o valor de venda que a casa retém. Essa taxa pode ser negociada, especialmente no caso de obras de artistas reconhecidos ou grandes coleções.

_Custos adicionais ao consignar
Fotografia e catalogação para divulgação
_Seguro enquanto a obra está sob responsabilidade da casa
_Transporte especializado até o depósito
_Restauração ou ajustes de conservação quando necessário

_Taxa de Retirada
Se o proprietário decidir cancelar a venda antes do leilão ou se a obra não atingir o valor de reserva, pode haver cobrança por retirada.

Foto: Sothebys´s auction images

A importância da reserva

A “reserva” é um valor mínimo confidencial que o vendedor aceita receber. Se os lances não atingem esse valor, a obra não é vendida.

Ter reserva protege o vendedor, mas também aumenta o risco de a obra sair sem comprador — o que pode impactar sua percepção de mercado futuramente. É uma escolha estratégica

Leilões são vitrine, desejo, validação pública — mas também são contratos, taxas e estrutura financeira.

Tanto compradores quanto vendedores precisam olhar além do martelo.

Entender o custo real ou o retorno líquido é parte fundamental de participar ativamente e com maturidade no mercado de arte.

Foto: Sothebys´s auction images


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