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Foto: créditos/ Art Basel
As principais feiras de arte do mundo desempenham um papel crucial no mercado global. A Art Cologne, fundada em 1967, é a mais antiga da Alemanha, enquanto a TEFAF Maastricht é referência mundial em arte antiga e modernismo clássico, expandindo recentemente para Nova York.
A Art Basel, realizada desde 1970, é a feira mais relevante para arte moderna e contemporânea. Com edições em Miami, Hong Kong e Paris, sua expansão influenciou a dissolução da FIAC. Projetos paralelos, como Art Basel Cities, não tiveram continuidade, mas novos investimentos foram feitos na Ásia.
A principal concorrente da Art Basel é a Frieze Art Fair, criada em 2003, com feiras em Londres, Nova York, Los Angeles e Seul. A tendência de consolidação também atinge a fotografia, com a Paris Photo mantendo relevância apesar de mudanças de local, enquanto empresas como Creo e Angus Montgomery dominam o setor com eventos na Ásia, Europa e América do Norte.

Foto: créditos/ Art Basel
Além das grandes feiras globais, eventos como a Artissima (Itália), conhecida por sua curadoria experimental e foco em novas tendências, e a Independent (Nova York e Bruxelas), que privilegia galerias independentes e formatos alternativos, têm ganhado destaque. A The Armory Show, uma das mais tradicionais feiras dos EUA, tem forte influência no mercado americano, enquanto a Art Dubai se estabelece como a principal plataforma de arte contemporânea no Oriente Médio, conectando a cena artística global com a produção da região.
Na América Latina, feiras como a ARTBA (Argentina) e a ARTBO (Colômbia) se consolidaram como eventos-chave para artistas, colecionadores e galerias da região. A ARTBA fortalece o mercado argentino, apresentando um panorama diverso da produção local e internacional, enquanto a ARTBO se destaca como um importante polo de difusão da arte contemporânea na Colômbia, promovendo tanto a cena local quanto conexões com o circuito global.
No Brasil, a SP-Arte lidera o setor com duas edições anuais, uma voltada para o mercado primário e outra para a cena mais experimental da arte brasileira.
A ArtRio, no Rio de Janeiro, se firmou como um evento essencial para galerias e colecionadores, não só brasileiros, mas internacionais atraídos pela atmosfera artística e cultural da cidade.
Além disso, novas feiras têm surgido, como a ARPA, voltada para o mercado independente, a ARTPE, explorando novas regiões do país, e a Feira de Arte de Goiânia, que busca descentralizar o circuito artístico, ampliando o acesso à arte contemporânea no Centro-Oeste.
Fonte: Art and it´s market | A manual – Volume 6
Sales and summary | Dirk Boll



Fotos: créditos/ Art Basel